terça-feira, 3 de novembro de 2009

Vinculação e Incerteza - Aula 2.Nov.09

Attachment and Uncertainty: the view of young adults (*)

"Several constructs have been analyzed under the lens of Attachment Theory (Bowlby; 1991; Ainsworth,1989; Hazan & Shaver, 1990; Fraley, Waller & Brennan, 2000; Brennan, Clark and Shaver, 1998), ranging from the individuation process at adolescence, romantic relationships dynamics or the psychotherapeutic relationship development and career development (Lopez & Brennan, 2000). Presently, attachment theory researchers are broadening their scope, presently exploring in which ways the quality of emotional bonding in childhood and attachment dynamics in adulthood have impact of more specific domains, as the adoption of affective regulation strategies, problem solving, adjustment to stress and anxiety.
Uncertainty, perceived as threat, activates the attachment behavioural system, leading subjects to put into action their coping schemes, which, on the other hand, reflect attachment patterns (Hazan & Shaver, 1990) and internal working models (idem; Lopez, 2000). Therefore, in a time of in depth global change, being it politically, economically or socially wise, with uncertainty being – somehow ironically - one of the most common certainties at the present time, it seems rather important to see how young adults, the ones who will deal with this constant climate of change for the most time, perceive uncertainty and which meanings they create around uncertainty. "

*Martins & Coimbra (2007). Paper presented at the International Attachment Conference 2007

Com base neste excerto e no capítulo 1 do livro "The politics of uncertainty - attachment in public and private life" de Peter Marris, p.f. comente reflectindo, criticamente, sobre as interligações entre a vivência da incerteza na sociedade contemporânea e as dinâmicas de vinculação no adulto, concretamente no impacto destes dois factores na relação entre o sujeito e o trabalho.

7 comentários:

  1. Vários constructos estão relacionados com o conceito de vinculação. O processo de individuação tem estreita relação com a vinculação, pois a identidade é construída com base nas relações de intimidade (o grau de exploração por parte do indivíduo, condição essencial na construção da identidade, deriva da qualidade das relações de vinculação). As dinâmicas de relações românticas e a relação terapêutica poderão ou não ser consideradas relações de vinculação? O desenvolvimento da carreira poderá ser analisado com base nos padrões de vinculação, já que estes são preditores da relação com o trabalho (segundo vários autores, quem tem relações de intimidade seguras tem também uma relação segura com o trabalho).
    Outro conceito a relacionar com os padrões de vinculação é a incerteza, o facto mais constante da sociedade actual, que cria desconforto e ansiedade. O mundo laboral actual é marcado por uma elevada incerteza, já que a chamada “flexibilidade” laboral implica uma constante mudança de emprego e/ou oscilações entre situações de emprego desemprego.
    Perante esta inconstância no trabalho, segundo os diferentes padrões de vinculação, poderemos ter diferentes formas de lidar com a incerteza. Numa situação de desemprego (como é exposto por Marris), um trabalhador que se caracterize por um estilo de vinculação seguro não atribuirá a culpa a si próprio, mostrar-se-á seguro das suas capacidades para “dar a volta à situação”, tendo a flexibilidade necessária para encontrar estratégias de “coping”. Tem maior capacidade de tomada de decisão, pois não teme assumir o risco inerente a uma nova situação. Por outro lado, um padrão de vinculação ansioso-ambivalente estará mais relacionado com atribuições internas de culpa, vendo apenas em si próprio as causas para o desemprego. Não consegue efectuar o distanciamento necessário para compreender que o desemprego não depende apenas de características pessoais, mas também da conjuntura económica e da organização social. Desta forma, a capacidade de tomada de decisão está afectada e prevalece o medo de arriscar. Logo, a probabilidade de manutenção numa situação de desemprego é superior, quando comparada com um indivíduo seguro.
    Considerando que a actual sociedade, imbuída de incerteza, exige uma quotidiana gestão de inúmeras decisões, torna-se fundamental uma adequada exploração para que se possa recolher o máximo de informação (essencial a uma tomada de decisão fundamentada). Havendo um bom “background” relacional, o indivíduo terá maior facilidade nesta exploração e, consequentemente, estará mais apto para se munir das ferramentas necessárias para alterar uma situação laboral negativa.
    A leitura de Marris remete também para o conceito de “spillover”. Quando se fala no indivíduo que é despedido, que assume uma postura de Amedrontado, verificamos que este contamina o ambiente familiar com os problemas causados pelo seu despedimento. Um indivíduo com um padrão de vinculação seguro teria a capacidade de proteger as suas relações familiares, não as afectando negativamente. Até conseguiria utilizá-las para implementar estratégias de resolução do problema. Se pensarmos num indivíduo com um padrão Desinvestido, provavelmente, este terá a capacidade de se imunizar contra os riscos da incerteza, deslocando-os para os mais fracos, tal como é mencionado por Marris.
    Os sem-abrigo são um excelente exemplo da importância das relações de intimidade para a superação de situações negativas. Estes indivíduos, sem qualquer rede relacional, não tem qualquer capacidade para explorar e tentar reverter a sua situação, até porque as instituições sociais nem sempre funcionam como base segura e porto de abrigo.
    A “incerteza constante” é uma fonte de stress. A vinculação é preditora dos níveis de stress experienciados (segundo Lopez & Schimer), logo indivíduos seguros experimentam menores níveis de stress do que indivíduos ansiosos-ambivalentes. E, numa sociedade incerta, será mais adaptativo o investimento no relativismo, aceitando diferentes perspectivas e caminhos, através de uma reflexão integrada do mundo.

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  2. Atravessamos um período de constantes alterações em termos de trabalho. A crise económica global está a criar um leque infindável de desempregados. “O mundo do trabalho depende sobretudo de aspectos sistémicos e das relações entre indivíduos” (André Gorz; 2005).
    Considerando que as relações intra-relacionais são tão importantes como as inter-relacionais, a Teoria da Vinculação poderá ser fundamental para perceber a forma como o indivíduo vai lidar com esta realidade.
    A incerteza, o desconhecido, a mudança, vão criar resistências nos indivíduos. Vão ser consideradas ameaças e activar o seu sistema de vinculação e consequentemente espelhar os seus padrões de vinculação e modelos de trabalho interno.

    Diferentes modelos, diferentes reacções.

    Partindo das reflexões de Marris, o indivíduo Seguro vai lidar com esta conjuntura demonstrando uma grande capacidade de adaptação. Sente o impacto, também sofre com ele, mas é capaz de explorar para encontrar soluções. Sabe posicionar-se e percebe que tem de agir, ser proactivo. Age com maior segurança, o que lhe permite na maioria das vezes atingir resultados mais satisfatórios.
    Já o Ansioso – Ambivalente não explora. Sente-se esmagado. Tem comportamentos inconsistentes. Culpa-se. Auto-percepciona-se como incapaz e necessita da aprovação dos outros.
    O Ansioso – Evitante reage com uma postura de indiferença. Explora pouco, o que o coloca em desvantagem face aos indivíduos com padrões de vinculação segura.
    De referir também o importante 4º padrão sugerido por Mary Main (os Desorganizados/ Desorientados) uma vez que estes tanto poderão reagir como Ambivalentes ou como Evitantes, o que torna mais difícil prever a sua reacção face a estes acontecimentos e consequentemente a intervenção do profissional de orientação.
    Ao relacionar todos estes comportamentos, não podemos deixar de analisar de que forma os indivíduos gerem a ligação entre trabalho e família (‘spillover’). Bowlby já referia que o medo do desconhecido produz uma ligação ao objecto familiar. (Henry Gleitman; 1995).
    Como é de prever, o Seguro tem capacidade de distinguir as suas relações com o trabalho e as relações emocionais. Não permite a “contaminação” da sua família com os problemas laborais (“Nem sol na eira, nem chuva no naval”) não levam “a casa para o trabalho nem o trabalho para casa”. Criam um distanciamento necessário ao equilíbrio.
    Os Amedrontados e Evitantes também não procuram a família e os seus grupos de pares para conseguirem resistir ao stress e à incerteza, mas por razões diferentes. Estes últimos evitam os problemas - falar neles seria fazê-los despoletar, “reanimá-los”.
    Será então legítimo afirmar que o grande número de desempregados de longa duração (DLD) se deve ao tipo de sistema de vinculação dos indivíduos?
    Não, pois seria muito redutor emitir tal comentário, uma vez que existem diversos factores que se assumem como fundamentais, A rede de relações, factores económicos, sociais, culturais entre outros.
    Nem sempre o indivíduo Seguro é o mais realizado socialmente, ele apenas se encontra melhor preparado para lidar com a adversidade e está sobretudo consciente da realidade que o rodeia. O mundo tem respondido aos seus apelos desde a sua infância, logo, ele espera que assim continue a acontecer.

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  3. O ser humano através da relação primária cria modelos dinâmicos/operantes internos. Através deles, a criança “constrói”/ desenvolve a percepção de si, dos outros e do mundo. É com base nas relações didácticas (mais ou menos promotoras de segurança, confiança, autonomia, etc.) que vai aprendendo ou não a desenvolver competências e estratégias que lhe permite situar-se adequadamente na relação (daí a existência de padrões de vinculação) e à medida que o tempo vai passando, terá influência na forma como os adultos respondem a situações de Stress/ameaça e mudança.
    É neste sentido que estes modelos operantes internos que decorrem do tipo de vinculação estabelecido poderão exercer a sua influência na incerteza com que se depararão, nos mais diversificados contextos: político, económico, sociais e relacional. Por outras palavras, a forma como o indivíduo resolveu, em criança, as suas angústias ou frustrações constitui-se como um possível padrão de funcionamento psicossocial futuro, o que determinará a sua tomada de decisão em climas de constante mudança. É claro que ao sendo adulto, o sujeito estabelecerá à partida novas relações (como por exemplo as amorosas) e poderá criar novas figuras de vinculação e cuja relação poderá ser qualitativamente diferente da relação primária estabelecida na infância.
    Obviamente que também estas relações terão o seu peso no desenvolvimento da carreira que na perspectiva de alguns autores têm uma relação directa. Ou seja, existe uma correlação entre relações íntimas/afectivas seguras e atitude segura com o trabalho, logo a partida um adulto nesta circunstância tem uma resposta mais positiva face à incerteza e mesmo situação de desemprego (adoptando estratégias de cooping).
    Perante esta reorganização dos laços afectivos ao longo da vida, o padrão de vinculação poderá também sofrer descontinuidades. De alguma forma, este facto também poderá conduzir a novas formas de se percepcionar a si e aos outros, bem como lidar com o mundo.
    Em suma, poderemos conjecturar que a tomada de decisão, a resolução de situações de incerteza /stress poderão estar relacionadas com as primeiras experiências de vinculação emocional.

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  4. Nós, seres humanos, somos aqueles que estamos menos dotados para viver sozinhos e, assim, essa imaturidade é o ponto de partida para a necessidade de envolvimento social com o meio externo. A vinculação é a tendência que os indivíduos têm para procurar a presença ou testar a proximidade de membros da mesma espécie.
    A vinculação, numa situação primária, leva-nos para um sentido de sobrevivência, não física, mas como vivência e aquisição daquilo que é específico da espécie humana e isto só acontece através da relação interpessoal, onde se criam e constroem relações afectivas entre os indivíduos, através da qual se estabelece a capacidade de relação interpessoal. Este envolvimento verifica-se a nível social, laboral e familiar.
    Em todos estes níveis, o papel do conceito de si próprio, assume relevante importância na perspectiva dos diferentes mecanismos de relação afectiva, como as expectativas de eficácia pessoal, do auto-conceito, das estratégias de coping, distorção cognitiva na percepção de acontecimentos pessoais e na regulação do afecto, entre outros.

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  5. De facto, podemos dizer que há uma relação entre as dinâmicas de vinculação no adulto e a vivência da incerteza na sociedade contemporânea.
    Vários estudos têm sido desenvolvidos com a intenção de analisar de que forma a qualidade do vínculo emocional na infância e na dinâmica de vinculação na fase adulta têm impacto em áreas mais específicas, como a adopção de estratégias de regulação afectiva, resolução de problemas de adaptação ao stress e ansiedade.
    A teoria da vinculação afirma a necessidade universal de os indivíduos desenvolverem ligações afectivas de proximidade ao longo da existência com o objectivo de atingirem segurança que lhes permita explorar o mundo em seu redor e assim conhecer-se e conhecer o outro. (Ainsworth, 1967; Ainsworth & Bowlby , 1991)
    Contudo, o mundo actual caracteriza-se pela mudança contínua e acelerada, a reconversão profissional permanente tornou-se uma imposição e não uma opção, vivemos num período de grande dependência em relação ao trabalho como forma de afirmação e de integração social.
    Desta forma, Peter Marris analisa um dos principais aspectos das relações sociais, ou seja, como gerimos a incerteza. A tendência que o ser humano tem de se culpabilizar a si mesmo ou aos outros para os males do mundo é em si uma estratégia para dominar a incerteza. Para alterar o seu próprio comportamento e para aprender a relacionar - se melhor com os outros e com o mundo.
    De acordo com investigações de Hazan e Shaver (1987), Shaver e Hazan (1988) e Shaver, Hazan e Bradshaw (1988), os indivíduos com um estilo de vinculação segura são caracterizados por estabelecerem relações de proximidade com outras pessoas e por se sentirem confortáveis com a intimidade que lhes é inerente. Têm uma maior capacidade de tomada de decisão em situações de incerteza e de insegurança uma vez que têm uma maior capacidade de discernimento em situações de instabilidade profissional.
    Por outro lado, os indivíduos com um estilo de vinculação ansioso/ambivalente expressam dificuldade na gestão da proximidade com as figuras de vinculação; conscientes da sua própria necessidade de uma maior proximidade, temem que este aspecto leve ao afastamento e perda das figuras significativas, estabelecem relações sociais assimétricas, com uma reduzida flexibilidade cognitiva e emotiva. Numa situação laboral em crise os indivíduos ansioso/ambivalente têm maior dificuldade em estabelecer laços de confiança e capacidades para se auto motivar, culpabilizam-se a si pelo que aconteceu e não aos outros.
    Podemos concluir que a precaridade e a instabilidade crescente das relações laborais, individualização e flexibilização dos percursos profissionais tornam mais complexo o processo de definição da identidade, pessoal e colectiva.

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  6. O sistema comportamental da vinculação é, não raras vezes, entendido como sendo responsável pela "necessidade básica de criacção e manutenção de ligações afectivas de proximidade ao longo do Ciclo Vital" (Matos, 2002;p.2). Para além da função de protecção e segurança face às situações de adversidade, este sistema encontra-se estritamente associado ao sistema exploratório. Desta forma, a capacidade de exploração de si, do outro e do mundo encontra-se directamente relacionada com a qualidade das relações de vinculação estabelecidas ao longo do Ciclo Vital (Matos, 2002). Por outro lado, considerando a vinculação numa perspectiva de desenvolvimento do Ciclo Vital, não poderemos deixar de ter em consideração os diferentes contextos de vinculação (relações familiares, amorosas ou de amizade intima). Aliás, como adiantam alguns autores, a qualidade das relações de intimidade e a relação que os individuos estabelecem com o trabalho apresentam-se como estando directamente associadas.
    Partindo destes pressupostos, e da actual conjectura económica, caracterizada por uma enorme flexibilidade e incerteza laboral, tentaremos, a partir da proposta de categorização dos padrões de vinculação de Hazan e Shaver (1990) perceber se, através da vivência da incerteza nas relações laborais (geradora de stresse, ansiedade e desconforto), o sistema de vinculação está, ou não, directamente associado à forma como o sujeito se relaciona com o trabalho.
    Perante uma situação de incerteza, por exemplo uma situação de desemprego, individuos com um estilo de vinculação Segura, estabelecem facilmente relações de proximidade com outras pessoas (condição essencial na procura activa de emprego), sentindo-se seguros em relação às suas capacidades de fazer face às adversidades. Apresentam índices de auto-confiança elevada, não tendo receio do desconhecido - a situação de desemprego. Neste sentido, face à sua noção de bem-estar e auto-confiança, apresentam maiores índices de exploração e estratégias de "coping". Conseguem perspectivar a situação de desconforto como uma oportunidade de evolução. A sua capacidade de fazer face à situação de desconforto será maior, por comparação com indivíduos com o estilo de vinculação Ansioso/ambivalente. Estes últimos, partindo do proposto por Hazan e Shaver (1990), terão mais dificuldades em lidar com a situação de desemprego (incerteza) face às dificuldades de "real exploração". Estes, utilizam a exploração como forma de se manterem ocupados, sendo que a sua capacidade em assumir riscos estará comprometida, face aos medos e receios que apresentam. Por sua vez, indivíduos com um estilo de vinculação Ansioso/evitante tendem preferencialmente a trabalhar e investir sozinhos. São aqueles indivíduos com sérias dificuldades em socializar/conviver, que utilizam o trabalho como pretexto para tudo. Perante a tal situação de desemprego/incerteza e face às dificuldades de estabelecimentod e interacções e "parcerias" sociais, apresentarão possivelmente sérias dificuldades de resolução de problemas e/ou superação da situação de incerteza. Na perpectiva de Hazan e Shaver (1990) os individuos com este estilo de vinculação evitante tendem a demonstrar uma atitude semelhante nas suas actividades de exploração.
    (to be continued...)

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  7. Este artigo procura explorar como é que a qualidade dos laços emocionais na infância e as dinâmicas de vinculação na idade adulta têm impacto nos significados dos sujeitos relativamente ao stresse a à ansiedade. De acordo com Lopez & Schiermer (2001) o estilo de vinculação adulta é preditor dos níveis de stresse no trabalho descrevendo os seguros como os que apresentam menores níveis de stresse, contrariando os preocupados e os amedrontados.
    o artigo fala no conceito de incerteza que se relaciona com os padrões de vinculação, uma vez que a incerteza é vista como problemática, mas a procura de informação é uma forma de a contornar. A escolha pode levar a questões sobre os motivos de fazer tal escolha. Relativamente a esta questão, Knefelcamp & Slepitza (1976) falam no estádio "Investimento no Relativismo" que a escolha é uma das soluções e para isso é essencial investir e ser autónomo nas suas decisões, mesmo que essas estejam inseridas numa sociedade marcada pela incerteza constante. A capacidade de lidar com a incerteza depende muito da nossa personalidade, quem somos e como nos definimos (a nossa identidade).
    O conceito de spillover é outro conceito que se pode relacionar aos padrões de vinculação uma vez que este contamina todos os domínios. Para Sumer & Knight (2001) se as coisas estão mal na família elas vão contaminar o trabalho. Os preocupadas experenciam spillover negativo entre a família e o trabalho e estão sempre à espera da validação dos outros e, desta forma, não podem oferecer nada numa relação de intimidade pois não têm identidade.
    A exploração deve ser vista como uma oportunidade de investimento e não como uma crise como Welfel (1982) fala quando o sujeito baseia o seu pensamento na indecisão.

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